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Meu bebê nasceu! vou ter que doar o animal de estimação?

Notíciasset, 02 - 2019

Meu bebê nasceu! vou ter que doar o animal de estimação?

O senso comum afirma que não devemos ter animais de estimação em um ambiente onde vive um bebê, fazendo diversas famílias abandonarem os pets. Mas será que isso é verdade?

Segundo Ana Carolina Hoyos, veterinária que engravidou enquanto “mamãe” de 9 cachorros, em uma entrevista para o blog Pet Cidade, toda criança deveria conviver com os animais. Para Cátia Fonseca, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP, essa relação pode trazer benefícios ao desenvolvimento da criança, além de colaborar com a dessensibilização para doenças futuras.

Além disso, estudos realizados na Universidade de Alberta, no Canadá, mostrou que aproximar os pets aos bebês, desde a gestação, pode reforçar o sistema imunológico da criança, diminuindo as chances de alergia.

É inegável a necessidade de alguns cuidados especiais, tanto com os animais quanto com os bebês, porém, a convivência pode ser tranquila e saudável para ambos.

Para começar, é indicado normalizar a vacinação e manter a higiene do animal em dia, a fim de evitar a transmissão de bactérias e vírus que possam trazer complicações a saúde do bebê.

Depois, o primeiro contato deve ser feito de maneira lenta e tranquila, demonstrando calma e tendo controle sobre o pet, utilizando de um ambiente agradável e atendando-se, sempre, ao porte do animal. E não há restrição a uma raça, já que, o comportamento do animal se dá a partir da criação que o mesmo teve até o momento.

Mas é crucial consultar o pediatra antes de permitir contato entre eles, a fim de evitar complicações. Além de, claro, não esquecer de aproximar o pet de uma maneira que o tranquilize e não o faça sentir-se sozinho após a chegada do novo membro da família.

Em caso de estranhamento entre eles, mostre para o enciumado/assustado que ele não enfrenta uma situação de risco. Já em casos de aparições de alergias ou demais complicações, consulte um médico.

Não se preocupe, sua família pode estar completa!

Por Carolina Oquendo