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Meu filho quer entrar na água depois de comer, e agora?

Notíciasnov, 25 - 2019

Meu filho quer entrar na água depois de comer, e agora?

Nessa época quente do ano, gostamos de reunir a família e fazer de tudo para se refrescar da maneira mais divertida possível. Praia, chácara, piscina ou até uma piscina de plástico, não importa, o que vale mesmo é manter-se fresquinho e se divertir. Mas isso pode trazer algum tipo de problema?

 

Todos nós já ouvimos de nossos pais que é perigoso entrar na água depois de comer. Hoje, assumindo o papel de alertar os seus filhos – e ver a carinha de tristeza deles – você precisa entender o porque disso.

 

Após as refeições, o corpo entra no processo de digestão e requer grande dedicação do organismo para isso. Sendo assim, colocar os músculos em atividade intensa os coloca em estado de necessidade de um maior fluxo sanguíneo, tendo a digestão diretamente atingida, causando mal estar e náusea.

 

Ao contrário do que muitos pensam, o problema não está diretamente ligado ao nado, mas sim às atividades praticadas (dentro ou fora da água) e com o tipo de alimentação ingerida. No caso de alimentos leves e em quantidade moderada, não há problema curtir a piscina depois do almoço – sem fazer grandes esforços -. Já após refeições “pesadas” (como a ingestão de carne) o ideal é apostar em atividades leves ou repouso.

 

A verdade é que o risco está associado ao mal estar, que poderá levar ao afogamento. Além disso, podemos citar o choque térmico como um fator alarmante (apesar de ser um fenômeno raro), já que, a água fria em contato com a pele também requer de maior fluxo sanguíneo para manter sua temperatura, impactando também no processo de digestão.

 

Na dúvida, não precisa ser “cruel” ao ponto de deixar seu filho horas e horas esperando para voltar a nadar, de 50 a 60 minutos bastam! Use o momento para conversar com ele ou colocá-lo para fazer atividades mais tranquilas e divertidas, como desenhar e colorir. Depois é só reforçar o protetor solar e aproveitar o calorzão da melhor maneira.

 

Por Carolina Oquendo